Relatório de Saída da UPE
Na sexta-feira (14/05), o grupo se organizou em dois carros, sendo que Araújo e Nivaldo saíram de Campinas e os outros cinco saíram de São Paulo. Todos seguiram direto para Caboclos, dormindo no núcleo, na Casa do Rádio.
No sábado, deixamos o carro na estrada, em frente ao portão que leva à casa do Gastão, às 10h20. Seguimos pela trilha nova, que leva à parte baixa da Temimina. Em 50 minutos, estávamos na boca da caverna, que está localizada à direita da trilha, logo no final do paredão, onde há cordas instaladas para auxiliar a descida (e subida, na volta).
Antes de entrar na caverna, foi feita a aquisição de um ponto de GPS e feita a ligação deste ponto com a base permanente UPE-574, na entrada superior, e com a base permanente UPE-573, na entrada inferior.
A entrada superior é a que apresenta acesso mais fácil, mas já no início é necessária alguma técnica de escalada, para descer até o nível do rio.
O trecho inicial da caverna apresenta condutos estreitos, quebra-corpos em desmoronamento de blocos, além de passagem baixa pelo rio. Em cerca de 10 minutos, o grupo já se encontrava num amplo salão na galeria do rio, que representa melhor o padrão geral da caverna. Há uma base permanente (UPE-532) na saída do conduto para o salão.
Subindo o rio, o grupo seguiu junto até a bifurcação, em que dois rios se juntam para formar este da galeria principal. Neste ponto está a ligação com as topografias que seguem pelos dois condutos, um à esquerda, que é uma continuação da galeria do rio, e outro menor, porém mais comprido, à direita.
Depois de uma rápida exploração, dividimos os grupos para iniciar os trabalhos de topografia.
Ronny (croquis), Araújo (instrumentos) e Nivaldo (trena), seguiram a galeria principal à esquerda, iniciando a topografia a partir do banco de sedimentos à esquerda subindo o rio. Seguindo rio acima, há vários pontos em que se consegue subir por blocos abatidos, principalmente granitóides, do lado direito do rio.
A outra equipe, composta por Gabi (croquis), Coringa (instrumentos), Barone e Dani (trena e exploração), seguiu pelo conduto da direita, até o ponto onde a topografia terminou na última saída.
A galeria do rio segue por cerca de 300 metros, com trechos mais largos e ornamentação em nível mais alto, mas sem muitos condutos laterais. No final da galeria, há muita água descendo pelo lado esquerdo da caverna, saindo de blocos de granitóides, que formam grandes desmoronamentos.
Finalizamos os trabalhos às 22h20, parando para um lanche ainda na caverna e chegando de volta ao carro às 0h30.
1 comentário
Nivaldo disse:
21/05/2010 em 01:56 pm (UTC -3)
fotos bacana que ilustram o quanto esta caverna merece atenção.
esta caverna é recomendada para os interessados em conehcer o trabalho de um grupo de espeleologia, além de, ter a experiência em trilhas, quebra-corpos e hidrologia.
a saída foi ótima! fiquei honrado em ser o mais novato da UPE, nesta saída.
abraço,
np