Dando continuidade aos trabalhos no Vale do rio Temimina, a UPE esteve neste final de semana, dias 27 e 28 de março, mapeando a Gruta Furo da Agulha, caverna descoberta nos anos 90 pelo Grupo CUME de São Carlos.
A entrada é por um conduto superior onde é possível realizar uma “chaminé” e descer até o leito do rio sem grandes sustos, assim evita um primeiro trecho de quebra corpo para quem decide entrar já pela água. Depois disso existe uma passagem em teto baixo rente ao rio, depois um pequeno salão, outro quebra corpo, mais rastejamento na água, mas quebra corpo e depois a caverna começa a abrir e toma dimensões impressionantes.
Dois rios alimentam a caverna, exploramos os dois condutos e não chegamos ao final, o que anima bastante em relação a suas dimensões, apesar de que a caverna se desenvolve no sentido do final da lente de calcário, inclusive encontramos salões superiores com grandes blocos de granito.
Apesar da relativa dificuldade na entrada, a trilha é muito fácil e rápida e o caminhamento é predominantemente horizontal, o que nos dá a possibilidade de levar o pessoal que esta iniciando nos trabalhos de topografia.
Encontramos também muitos espeleotemas, a caverna é belíssima e deve ser preservada, aliás este é um ponto que preocupa, pois a boca de acesso estava com mato cortado e foi nítida a impressão que esta tendo visitação turística. Encontramos pegadas em um banco de areia muito próximo ao rio, portanto devem ser bem recentes.
É provável que a UPE priorize o mapeamento desta caverna pela necessidade de preservação e também para auxiliar no trabalho do professor Sérgio da IB – USP que esta trabalhando co Aeglas no Vale do Ribeira